INSTITUIÇÃO: Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
CURSO: Curso de Graduação em Ciências Sociais (44).
ANO LETIVO: 2025.
PERÍODO: 1º.
DISCIPLINA: HZ059-B – Sociologia da Tecnologia
DOCENTE: Pedro P. Ferreira.
MONITORIA: Irene do Planalto Chemin Pimentel (PED C); Bianca Cavichioli Schuermann de Barros (PAD).
AULAS: Quarta-feira das 19h às 23h. Sala IH05.
CARGA HORÁRIA TOTAL: 60h.
CRÉDITOS: 4.
PROGRAMA E PLANO DE DESENVOLVIMENTO
Esta disciplina pretende ser uma introdução teórica e empírica ao campo da sociologia da tecnologia, exercitando algumas abordagens clássicas (Marx, Weber e Durkheim) e contemporâneas, com foco na Teoria Ator-Rede.
O conteúdo das aulas será desenvolvido em dois níveis simultâneos e alternados: (1) um teórico-conceitual, composto por leituras e debates de textos clássicos e contemporâneos; e (2) um empírico-metodológico, composto por uma análise sociotécnica a ser desenvolvida individualmente ou em grupo ao longo do semestre.
- (1) NÍVEL TEÓRICO-CONCEITUAL: Serão lidos e debatidos textos clássicos e contemporâneos, relevantes no campo da sociologia da tecnologia, com o objetivo de introduzir a classe em algumas problemáticas de pesquisa e desenvolvimentos teórico-conceituais do campo. Especialmente importante nesse nível teórico será: (1) o contato com a ontologia maquínica de Gilbert Simondon, Gilles Deleuze e Félix Guattari, como um fio condutor entre os clássicos e os contemporâneos; e (2) a abordagem metodológica da Teoria Ator-Rede na forma como desenvolvida por Bruno Latour durante os anos 1990. As leituras previstas na disciplina (listadas abaixo, nas seções “Cronograma” e “Bibliografia Complementar”) serão disponibilizadas no formato PDF. As aulas desse nível teórico-conceitual serão distribuídas em 3 blocos principais:
- BLOCO I – Teorias e conceitos: abordagens clássicas (Marx, Weber e Durkheim), Teoria Ator-Rede e ontologia maquínica (Simondon, Deleuze e Guattari).
BLOCO II – Materiais e funcionamentos: agências não humanas (corpos, materiais e dinamismos) na composição, manutenção e transformação de coletivos.
BLOCO III – Diálogos transversais: interseccionalidades no fim do mundo.
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(2) NÍVEL EMPÍRICO-METODOLÓGICO: Quanto ao nível empírico, estudantes deverão realizar, ao longo do semestre e sob supervisão do docente, uma análise sociológica de alguma realidade sociotécnica (a ser definida conjuntamente). Estudantes que já tenham interesses definidos de pesquisa podem aproveitar a oportunidade para investigar algum aspecto técnico ou tecnológico de seu objeto, campo ou tema. Estudantes que não tenham interesses de pesquisa definidos serão apoiados na circunscrição de alguma realidade sociotécnica para investigar. A intenção deste nível é explorar as inúmeras possibilidades atualmente existentes de recortes e abordagens sociológicas de realidades sociotécnicas, desde simples artefatos concretos até complexos sistemas abstratos. Usaremos boa parte das primeiras aulas para conversar sobre a investigação a ser realizada. O objetivo dessas conversas será o amadurecimento e a definição, em conjunto e em sala de aula, das realidades sociotécnicas a serem investigadas, e das abordagens a serem adotadas. Essas investigações poderão ser realizadas individualmente ou em grupos de até 3 pessoas. A partir da metade do semestre, as pesquisas já devem estar em andamento, e serão apresentadas para a turma nas duas últimas aulas do semestre (BLOCO IV – Apresentações finais).
Essa divisão entre (1) teoria e (2) empiria é apenas didática, sendo que os textos se referirão a realidades empíricas, e a análise empírica permitirá a experimentação teórico-conceitual a partir dos textos. Cada aula terá uma parte mais teórica, centrada na leitura e debate de textos, e outra mais empírica, centrada na exploração pontual de possibilidades analíticas.
AVALIAÇÃO
Seguindo o regulamento da DAC, serão permitidas no máximo 4 faltas durante o semestre (25% da carga horária). A presença em sala de aula deverá ser registrada (nome e RA) em lista disponibilizada durante cada aula. A não assinatura da lista em qualquer aula resultará no registro de falta. Cabe a cada estudante certificar-se de que assinou a lista de presença em todas as aulas presenciadas (ou seja: não serão abonadas faltas devidas ao “esquecimento” de assinar a lista de presença). Só serão abonadas faltas justificadas diretamente ao professor responsável e com apresentação de documentação comprobatória ou atestado. A média final nesta disciplina será a média das notas recebidas em dois itens de avaliação: (1) uma breve apresentação, em sala de aula, dos resultados da investigação empírica; e (2) um relatório individual articulando claramente pelo menos uma leitura da bibliografia com a investigação empírica realizada.
- (1) APRESENTAÇÃO FINAL: A apresentação final deve sintetizar a investigação realizada, e indicar possíveis articulações com as leituras e discussões realizadas ao longo do semestre. Essa apresentação deve durar entre 15 e 20 minutos e pode usar os recursos multimídia disponíveis na sala (microfone, projetor, computador etc), No caso de pesquisas realizadas em grupo, a apresentação deve contar com a presença de todes es integrantes do grupo, mas nem todes integrantes precisam falar durante a apresentação. As apresentações estão previstas para acontecerem nas aulas dos dias 11 e 18 de junho, segundo cronograma a ser definido coletivamente. Será avaliada a capacidade de articular, de forma consistente, coerente e dentro do tempo previsto, as atividades de pesquisa realizadas ao longo do semestre, com leituras debatidas em sala de aula.
- articular, de maneira satisfatória, a investigação empírica realizada com pelo menos uma (mas idealmente duas ou três) leitura da bibliografia;
- ser entregue em formato PDF;
- ter entre 5 e 10 páginas;
- ser entregue até o dia 25/06.
(2) RELATÓRIO FINAL INDIVIDUAL: O relatório individual deve ser redigido individualmente por cada estudante e entregue via “Atividade” específica no “Classroom”. O relatório final individual deve:
O relatório deve ser escrito de forma clara e correta, seguindo as normas acadêmicas usuais de citação e referenciamento. Relatórios considerados insatisfatórios, ou que estejam excessivamente fora dos padrões, precisarão ser refeitos para melhorar a avaliação.
CRONOGRAMA
Aula 01 – 12/03 – Apresentação da disciplina e escolha de tecnologia a ser investigada
- CHALLONER, Jack. 2014 [2009]. 1001 Invenções que mudaram o mundo. (Trad.: Carolina Alfaro; Pedro Jorgensen; Paulo Polzonoff Junior) Rio de Janeiro: Sextante.
McMULLEN, Shannon; ZANOTTI, Laura; COOPER, H. Kory. 2019. Electronic life histories: at home with e-waste – waste materialities and meaning. Worldwide Waste 2(1):1-12.
PEARCE, Fred. 2008. Confessions of an eco-sinner: tracking down the sources of my stuff. Boston: Beacon Press.
TURKLE, Sherry (ed.). 2008. Falling for science: objects in mind. Cambridge: MIT Press.
BLOCO I – TEORIAS E CONCEITOS
Aula 02 – 19/03 – Clássicos
- DURKHEIM, Émile. 1995 [1895]. O que é um fato social? In: As regras do método sociológico. (Trad.: Paulo Neves) São Paulo: Martins Fontes, pp.1-13.
DURKHEIM, Émile. 2006 [1901]. Technology. In: Marcel Mauss. Techniques, technology and civilisation. (Trad.: Nathan Schlanger) Oxford/New York: Berghahn Books/Durkheim Press, pp.31-2.
MARX, Karl. 2011 [1858]. Capital fixo e desenvolvimento das forças produtivas da sociedade. In: Grundrisse – Manuscritos econômicos de 1857-1858: esboços da crítica da economia política. (Trads.: Mario Duayer; Nélio Schneider) São Paulo: Boitempo, pp.476-89.
MARX, Karl. 2011 [1867]. Maquinaria e grande indústria. In: O capital: crítica da economia política. Vol.1. (Trad. Rubens Enderle) São Paulo: Boitempo, pp.548-703.
SELL, Carlos E. 2011. Máquinas petrificadas: Max Weber e a sociologia da técnica. Scientiae Studia 9(3):563-83.
WEBER, Max. 2005 [1910] . Remarks on technology and culture. Theory, Culture & Society 22(4):23-38.
Aula 03 – 26/03 – Teoria Ator-Rede
- LATOUR, Bruno. 1994. Pragmatogonies: a mythical account of how humans and nonhumans swap properties. American Behavioral Scientist 37(6):791-808.
LATOUR, Bruno. 2001 [1999]. Referência circulante; Um coletivo de humanos e não-humanos; Glossário. In: A esperança de Pandora: ensaios sobre a realidade dos estudos científicos. (Trad.: Gilson C. Cardoso de Souza) Bauru: EDUSC, pp.39-96; 201-46; 345-56.
Aula 04 – 02/04 – Tecnicidade
- SIMONDON, Gilbert. 2020 [1958]. Apresentação; Introdução. In: Do modo de existência dos objetos técnicos. (Trad.: Vera Ribeiro) São Paulo: Contraponto, pp.39-42; 43-52.
SIMONDON, Gilbert. 2020 [1958]. Nota complementar sobre as consequências da noção de individuação. In: A individuação à luz das noções de forma e de informação. (Trads.: Luís E.P. Aragon; Guilherme Ivo) São Paulo: Ed.34, pp.507-45.
Aula 05 – 09/04 – Maquinismos
- DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. 2010 [1972]. Balanço-programa para máquinas desejantes. In: O anti-Édipo: capitalismo e esquizofrenia 1. (Trad.: Luiz B. Orlandi) São Paulo E.34, pp.507- 34.
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. 1997 [1980]. 1227 – Tratado de nomadologia: a máquina de guerra (a partir da Proposição VII). (Trad.: Peter P. Pelbart) In: Mil platôs: capitalismo e esquizofrenia 2. Volume 5. São Paulo: Ed.34, pp.72-110.
BLOCO II – MATERIAIS E FUNCIONAMENTOS
Aula 06 – 16/04 – Corpo e materiais
- LEROI-GOURHAN, André. 1990 [1964]. O organismo social. In: O gesto e a palavra I – técnica e linguagem. Lisboa: Edições 70, p.147-86.
LEROI-GOURHAN, André. 1984. Meios elementares de acção sobre a matéria. In: Evolução e técnicas I – o homem e a matéria. Porto: Edições 70, p.35-51.
MAUSS, Marcel. 2003 [1934]. As técnicas do corpo. (Trad.: Paulo Neves) In: Sociologia e Antropologia. São Paulo: Cosac & Naify, pp.399-422.
Aula 07 – 23/04 – Pedra, cerâmica, madeira e fibras
- LEROI-GOURHAN, André. 1984. As técnicas de fabrico. In: Evolução e técnicas I – o homem e a matéria. Porto: Edições 70, p.121-86.
NORTON, M. Grant. 2021. Flint: the material of evolution; Clay: the material of life. In: Ten materials that shaped our world. Cham: Springer, p.7-23; 25-44.
RIBEIRO, Berta G. (coord.). 1986. Suma etnológica brasileira 2 – tecnologia indígena. Petrópolis: Vozes/Finep.
THIBAULT-STARZYK, Frédéric. 2022. Clays and zeolites. In: Bernadette Bensaude-Vincent (ed.) Between nature and society: biographies of materials. Tuck Link: World Scientific Publishing, p.5-20.
Aula 08 – 30/04 – Metal
- KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. 2015 [2010]. O ouro canibal. In: A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. (Trad.: Beatriz Perrone-Moisés) São Paulo: Companhia das Letras, p.356-72.
DILLMANN, Philippe; VERNA, Catherine. 2022. Steels. In: Bernadette Bensaude-Vincent (ed.) Between nature and society: biographies of materials. Tuck Link: World Scientific Publishing, p.41-54.
ELIADE, Mircea. 1979 [1977]. Ferreiros e alquimistas. (Trad. Roberto Cortes de Lacerda) Rio de Janeiro: Zahar.
HACHEZ-LEROY, Florence. 2022. Aluminium. In: Bernadette Bensaude-Vincent (ed.) Between nature and society: biographies of materials. Tuck Link: World Scientific Publishing, p.79-94.
LEROI-GOURHAN, André. 1984. Os minerais. (Trad.: Emanuel Godinho) In: Evolução e técnicas II – o meio e as técnicas. Porto: Edições 70, p.102-8.
TYLECOTE, R.F. 1992. A history of metallurgy. London: Maney Publishing.
Aula 09 – 07/05 – Plástico
- BENSAUDE-VINCENT, Bernadette. 2022. Plastics. In: Bernadette Bensaude-Vincent (ed.) Between nature and society: biographies of materials. Tuck Link: World Scientific Publishing, p.95-108.
NORTON, M. Grant. 2021. Polyethylene: the material of chance. In: Ten materials that shaped our world. Cham: Springer, p.145-59.
PANDIAN, Anand. 2020. Plastic. In: Cymene Howe; Anand Pandian (eds.). Anthropocene unseen: a lexicon. Punctum Books, p.325-9.
ZATERKA, Luciana; MOCELLIN, Ronei C. 2022. Plásticos: química, poder e meio ambiente. In: Ensaios de história e filosofia da química. Editora Ideias & Letras, p.194-216.
Aula 10 – 14/05 – Microeletrônica 1: eletromagnetismo e digitalização
- LÉCUYER, Cristophe; BROCK, David C. 2010. Makers of the microchip: a documentary history of Fairchild semiconductor. Cambridge: The MIT Press.
STEIGLITZ, Ken. 2019. The discrete charm of the machine: why the world became digital. Princeton: Princeton University Press.
Aula 11 – 21/05 – Microeletrônica 2: eletricidade modulada logicamente a serviço do capital
- CRAWFORD, Kate; JOLER, Vladan. 2020 [2018]. Anatomia de um sistema de inteligência artificial: o Amazon Echo como mapa anatômico de trabalho humano, dados e recursos planetários. (Trads.: Pedro P. Ferreira; Cristiana de Oliveira Gonzalez) ComCiência. 20 de setembro. Acessível em: https://www.comciencia.br/anatomia-de-um-sistema-de-inteligencia-artificial/
DELEUZE, Gilles. 1992 [1990]. Post-scriptum sobre as sociedades de controle. In: Conversações 1972-1990. (Trad. Peter P. Pelbart) Rio de Janeiro: Ed.34, p.219-26.
GARCIA DOS SANTOS, Laymert. 2003. A informação após a virada cibernética. In: Laymert Garcia dos Santos; Maria R. Kehl; Bernardo Kucinski; Walter Pinheiro. Revolução tecnológica, internet e socialismo. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, pp.9-33.
ROUVROY, Antoinette; BERNS, Thomas. 2015. Governamentalidade algorítmica e perspectivas de emancipação: o díspar como condição de individuação da relação? Revista Eco Pós 18(2):36-56.
SANTOS, Laurie. 2020. The thief in our pockets: the dark side of tech. In: James P. Steyer (ed.). Which side of history? How technology is reshaping democracy and our lives. San Francisco: Common Sense Media, p.167-72.
BLOCO III – DIÁLOGOS TRANSVERSAIS
Aula 12 – 28/05 – Interseccionalidades e estratificações – participação especial de Irene do Planalto Chemin Pimentel (PED C).
- FARDIN, Sônia A. 2021. TC Silva: tecnologia e ancestralidade. In: Wenceslau Oliveira Jr.; Renata Soares da Luz (orgs.). Casa dos Saberes Ancestrais: diálogos com sabedorias africanas e afro-americanas. Campinas: BCCL/Unicamp, p.332-69.
HARAWAY, Donna. 2000 [1987]. Manifesto ciborgue: ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX. (Trad.: Tomaz Tadeu da Silva). In: Tomaz Tadeu da Silva (org.). Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica, pp.37-129.
PORTOCARRERO, José A.B.; SILVA, Dorcas F.A.; CASTOR, Ricardo S.; GALDINO, Yara da Silva N. 2022. Tecnologias indígenas. In: John B. Kleba; Cristiano C. Cruz; Celso A.S. Alvear (orgs.). Engenharias e outras práticas técnicas engajadas. Volume 3: Diálogos interdisciplinares e decoloniais. Campina Grande: edepb, p.245-72.
Aula 13 – 04/06 – Crise socioambiental planetária
- COSTA, Alexandre A. 2022. Antropoceno: desmandamentos gravados em rocha. In: Déborah Danowski; Eduardo Viveiros de Castro; Rafael Saldanha (orgs.). Os mil nomes de Gaia: do Antropoceno à Idade da Terra. Rio de Janeiro: Editora Machado, p.106-86.
HENRIQUES, Flávio C., NEPOMUCENO, Vicente; SOUZA DE ALVEAR, Celso A. 2015. O conceito de tecnologia: reflexões para a prática da extensão universitária na área tecnológica. In: Felipe Addor; Flávio C. Henriques (orgs.). Tecnologia, participação e território: reflexões a partir da prática extensionista. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/FAPERJ, p.235-58.
KRENAK, Ailton. A máquina de fazer coisas. In: A vida não é útil. Rita Carelli (Pesquisa e organização). São Paulo: Companhia das Letras, p.27-38.
BLOCO IV – APRESENTAÇÕES FINAIS
Aula 14 – 11/06 – Primeiro dia de apresentações.
Aula 15 – 18/06 – Segundo dia de apresentações
07 a 22/07 – Prazo para entrada de média e frequência do 1º período letivo de 2025
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
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